GLUTAMINA 100g

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Glutamina é um aminoácido essencial, pois, embora o organismo possa sintetizá-lo, sob condições de estresse metabólico, o que inclui exercícios físicos intensos e prolongados ou exaustivos, um déficit na sua concentração pode ocorrer. A doação de nitrogênio para a formação de ácidos nucleicos, o equilíbrio ácido-base, a aminogênese, o fornecimento de substrato energético e o auxílio na síntese de proteínas e antioxidantes intracelulares são algumas das funções e destinos em que a glutamina está envolvida. Nutricionalmente, a L-glutamina é classificada como um aminoácido não essencial, pois pode ser sintetizada pelo organismo, de acordo com a necessidade. A L-glutamina é o aminoácido livre mais abundante no plasma e no tecido muscular, sendo também encontrada em concentrações relativamente elevadas em outros diversos tecidos corporais (Rowbottom, Keast e Morton, 1996). A proliferação e desenvolvimento de células, em especial do sistema imune, o balanço ácido básico, o transporte da amônia entre os tecidos, a doação de esqueletos de carbono para a gliconeogênese, entre outros, são somente algumas das funções em que a glutamina está envolvida (Newsholme e colaboradores, 2003; Cruzat, Petry e Tirapegui, 2009). O metabolismo da glutamina pode ser alterado em diversas situações catabólicas, tais como o jejum prolongado, cirurgias e exercícios físicos, principalmente aqueles realizados de forma exaustiva (Flaring e colaboradores, 2003; Cruzat e Tirapegui, 2009). A prática de exercícios exaustivos ou de treinos muito intensos e prolongados promove elevada quantidade de lesões musculares, também conhecidas como microtraumas teciduais, o que estimula processos inflamatórios agudos e locais e, consequentemente, aumento da ativação de células do sistema imune (Uchiyama e colaboradores, 2006). Estes eventos aumentam a utilização de glutamina pelas células, promovendo um desequilíbrio entre a síntese e degradação deste aminoácido (Moreira e colaboradores, 2007). A redução da concentração de trifosfato de adenosina (ATP) e glutamato, induzidas pelo exercício exaustivo também podem inibir a ação da enzima chave de síntese de glutamina, a glutamina sintetase. Tal efeito evita que a amônia produzida pelo exercício seja removida na forma de glutamina, o que pode ser tóxico ás células e promover a apoptose celular (Hood e Terjung, 1994). A redução da concentração de glutamina e a inflamação induzida pelo exercício elevam a taxa de degradação proteica, o que pode reduzir a concentração de antioxidantes celulares e promover a imunossupressão do atleta (Rogero e Tirapegui, 2000). Neste sentido, a suplementação com glutamina antes, durante e após o exercício, seja ele de caráter exaustivo ou não, tem sido estudada com a intenção de atenuar os efeitos catabólicos associados à redução da concentração de glutamina tanto em humanos como em modelos experimentais. Aspectos relacionados ao metabolismo da glutamina, sua relação com exercícios físicos, bem como os efeitos da suplementação, principalmente sobre o sistema imunológico e antioxidante, são abordados nesta revisão. Metabolismo da Glutamina Bioquimicamente, a L-glutamina (C5H10N2O3) é um L-aminoácido, com peso molecular de aproximadamente 146,15 kilodaltons e pode ser sintetizada por todos os tecidos do organismo (Newsholme e colaboradores, 2003). Fazem parte de sua composição química nas seguintes quantidades: carbono (41,09%), oxigênio (32,84%), nitrogênio (19,17%) e hidrogênio (6,90%) (Lacey e Wilmore, 1990). De acordo com seu grupamento R, a glutamina é não carregada, mas é polar, o que significa uma característica mais hidrofílica, sendo facilmente hidrolisada por ácidos ou bases. Como o organismo pode sintetizar glutamina, esta é nutricionalmente classificada Revista Brasileira de Nutrição como um aminoácido dispensável ou não essencial. Esta classificação, entretanto, tem sido questionada, pois em situações criticas tais como: sepse (Parry-Billings e colaboradores, 1989), traumas (Flaring e colaboradores, 2003) e, principalmente exercícios físicos intensos e prolongados (Cruzat e Tirapegui, 2009), a síntese de glutamina não supre a demanda exigida pelo organismo. Nesse sentido, a glutamina tem sido reclassificada como um aminoácido condicionalmente essencial. Diversas são as enzimas envolvidas no metabolismo da glutamina, todavia, apenas duas são responsáveis pela sua síntese, a partir do glutamato ou por sua degradação, também em glutamato, a saber: a glutamina sintetase (GS) e a glutaminase (GA), respectivamente (Figura 1) Cabe ressaltar que o glutamato, por sua vez, é sintetizado a partir do alfa-cetoglutarato, um intermediário do ciclo de Krebs e amônia (Figura 1) (Curi e colaboradores, 2005). Após atividades físicas de grande estresse, a quantidade de células fagocitárias do sistema imune fica muito diminuída podendo pré-dispor os atletas à infecções oportunistas. Supõem-se que a glutamina ajude a controlar esse desequilíbrio. A glutamina é usada como energia pelas células do sistema imune para formação de anticorpos e, durante o período de ataque de corpos patogênicos (estranhos), é utilizada como combustível direto para as células do sistema imune se duplicarem (Robottom, 1996). Ela também atua indiretamente na duplicação das células do sistema imune através da síntese de nucleotídeos. Bill Phillips (1997) chegou a propor uma suplementação de RNA junto com glutamina (que é um precursor de RNA). Estudos mostraram que a suplementação de RNA aumentou a função imunológica, especialmente em pacientes com alto estresse metabólico (Bill Philip, 1997). O potencial de fagocitose das células imunes é bem maior quando o nível de glutamina plasmática está normal (Walsch, 1998). Os linfócitos possuem alta atividade da enzima glutaminase e baixa da glutamina sintetase, isto faz com que as células do sistema imunológico dependam da glutamina plasmática para seu metabolismo. Assim, uma queda no nível plasmático de glutamina, como em exercícios prolongados, poderia causar uma baixa na função imune, uma comprometida resposta aos perigos imunológicos e um alto risco de infecção (Rowbotton, 1996). Voltando à glutamina, o ponto de maior interesse para os atletas é sua função como minimizadora dos efeitos da síndrome do overtrainning (OTS) que pode ser definida como uma fadiga prolongada presente após atividades muito rigorosas, períodos de treinos muito pesados e descansos insuficientes ou incompletos, levando a uma incidência maior de infecções nesses períodos. Testes nos quais se comparou a concentração de glutamina plasmática em dois grupos, um com os sintomas da síndrome e o outro sem os mesmos, apresentou síndrome, 503 micromol/L, e 550 micromol/L sem a síndrome. Essa maior incidência de infecções relacionada com a diminuição nos níveis de glutamina plasmáticos tem relação com uma queda na imunidade e a translocação de vírus e bactérias no intestino. Com relação ao intestino chegou-se a conclusão de que um nível mais adequado de glutamina fará a manutenção da integridade da barreira física do intestino impedindo invasões de bactérias e vírus. O trato gastrointestinal é reconhecido como um dos maiores consumidores de glutamina, contabilizando 40 % de toda glutamina utilizada pelo corpo. Já com relação a baixa na imunidade, um teste feito por NIEMAN, buscava verificar quanto tempo após a atividade esse nível de células fagocitárias (Natural Killer) voltaria ao normal. Chegou-se a conclusão de que após 30 minutos isso aconteceria, o que não ocorre com os níveis de glutamina podendo demorar mais de 7 horas. Recentemente, mudanças na taxa de oxidação de glutamina após o exercício, vêm sendo ligadas às mudanças na circulação das células NK (Rowbotton, 1996). Essa relação feita da OTS com a queda nos níveis de glutamina surgiu posteriomente aos testes que concluíram que durante a atividade de endurance esses níveis tinham um pico companhado por uma queda na reserva de glutamina muscular, e após a mesma ocorria uma diminuição brusca que perdurava por várias horas. Isso corrobora os trabalhos que colocavam uma maior demanda de glutamina exercida por órgãos corporais como o fígado, os rins, pâncreas, intestino e etc., durante as atividades fazendo sua remoção dos músculos, cérebro e pulmões (Rowbotton, 1996 e Walsh, 1998). BENEFÍCIOS:A Glutamina é um suplemento indicado como antioxídante, imunidade, com excelentes resultados para praticantes de atividades físicas além de manter a integridade da barreira física do intestino impedindo invasões de bactérias e vírus.

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